Eu vi o fim. Tão longe e ao mesmo tempo tão próximo do meu pensamento e tão audível aos meu ouvidos que prefiri por um fim à minha capacidade, ou devo dizer maldição, de possuir o entendimento e raciocínio para compreender tal fato tão invevitável quanto terrível. Inevitável porque o que está a caminho, os acontecimentos vindouros, a preparação, as conversas, as certezas, as risadas, os cantos… tudo isso que ouvi me leva a crer que somos a poeira que será varrida. Terrível, não porque culminará com a extinção da nossa espécie, dos nossos reinos, da nossa sociedade, da nossa história, como se nunca tivéssemos existido – total e completa aniquilação – mas porque toda essa destruição não é sequer o objetivo de seus realizadores. Não fazemos parte de Seus planos. Seremos destruídos, e Eles não notarão a nossa presença em seu rastro de caos. Como disse, decidi terminar com minha habilidade de correlacionar os fatos e de chegar à conclusões. Morte é o único modo de alcançar meu objetivo. Porém ainda não consegui reunir a coragem necessária, ou talvez, um ímpeto de responsabilidade com àqueles da minhas espécie e com o mundo em que vivo me impede de pôr um fim à minha vida antes de relatar tudo que sei, para que algo possa ser feito, mesmo sabendo que nada pode realmente ser feito; ou talvez eu seja um ser de uma maldade inédita, e queira apenas compartilhar minha maldição e desespero com as mentes sãs que me rodeiam. Venham, sentem-se e escutem…

Campanha de terror terrível